{"id":6228,"date":"2024-10-03T14:05:17","date_gmt":"2024-10-03T17:05:17","guid":{"rendered":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/?p=6228"},"modified":"2024-10-03T14:05:20","modified_gmt":"2024-10-03T17:05:20","slug":"os-quatro-desafios-para-a-construcao-industrializada-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/os-quatro-desafios-para-a-construcao-industrializada-2\/","title":{"rendered":"Os quatro desafios para a constru\u00e7\u00e3o industrializada"},"content":{"rendered":"\n<!--more-->\n\n\n\n<p><em>Al\u00e9m do Semin\u00e1rio da ABCIC, a primeira parte das palestras do 2o dia do Modern Construction Show abordou barreiras da m\u00e3o de obra, tributa\u00e7\u00e3o, financiamento e contratos p\u00fablicos.<\/em><\/p>\n\n\n\n<p>Quatro temas fundamentais para a viabilidade da constru\u00e7\u00e3o industrializada foram tratados no segundo dia do Modern Construction Show, primeiro grande evento no pa\u00eds a reunir todos os fornecedores do segmento: a falta de m\u00e3o de obra, os desequil\u00edbrios tribut\u00e1rios entre constru\u00e7\u00e3o tradicional e industrializada, os desafios do financiamento a consumidores e construtores e, por fim, a adapta\u00e7\u00e3o da contrata\u00e7\u00e3o da obra p\u00fablica \u00e0 realidade da constru\u00e7\u00e3o industrializada.<\/p>\n\n\n\n<p>O credenciamento ainda pode ser feito: (<a href=\"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/credenciamento\/\">Credenciamento \u2013 Modern Construction Show<\/a> )&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O presidente da Abramat &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Materiais de Constru\u00e7\u00e3o, Rodrigo Navarro, que encerrou a primeira parte dos conte\u00fados desta quarta-feira (2), resumiu assim esses quatro temas: \u201cTodos eles esbarram no mesmo ponto: legisla\u00e7\u00e3o e ambiente regulat\u00f3rio\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo Ricardo Monteiro, diretor t\u00e9cnico da incorporadora Setin e membro da Abrainc -Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Incorporadoras Imobili\u00e1rias, o setor est\u00e1 \u00e1vido por inserir a industrializa\u00e7\u00e3o em seus processos produtivos, mas, al\u00e9m dessas barreiras citadas acima, existem outras ligadas ao pr\u00f3prio setor, como o momento em que a industrializa\u00e7\u00e3o \u00e9 incorporada aos projetos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>M\u00e3o de obra envelhecida<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>\u201cAs ind\u00fastrias, em geral, tentam vender a constru\u00e7\u00e3o industrializada no canteiro, quando o que d\u00e1 para fazer \u00e9 emendar o projeto. E, a\u00ed, vira uma colcha de retalhos. A industrializa\u00e7\u00e3o deve come\u00e7ar no estudo de viabilidade, bem no in\u00edcio de tudo, quando o custo e o tempo s\u00e3o zero\u2019, afirma.<\/p>\n\n\n\n<p>Falando sobre o problema da m\u00e3o de obra, Monteiro cita o envelhecimento dos trabalhadores da constru\u00e7\u00e3o. Em 2016, as idades m\u00e9dias eram de 40 anos, para mestre de obras; 38, para oficiais, e 30, para engenheiros. Hoje, essas idades s\u00e3o, respectivamente, 46, 40 e 37 anos. E a idade m\u00e9dia do trabalhador do setor passou de 38 anos para 41. \u201cO filho do empreiteiro n\u00e3o quer ser mais empreiteiro, o filho do pedreiro n\u00e3o quer mais ser pedreiro\u201d, conta o executivo da Setin, salientando que \u00e9 preciso criar motivos para os jovens abra\u00e7arem o setor da constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Uma sa\u00edda pode ser o que est\u00e1 fazendo o empres\u00e1rio Roberto Justus, que esteve presente no MCS. Sua empresa, o Grupo SteelCorp, que desenvolve empreendimentos com constru\u00e7\u00e3o modular em <em>light steel frame<\/em>, est\u00e1 lan\u00e7ando uma escola para formar e aperfei\u00e7oar profissionais especializados em constru\u00e7\u00e3o industrializada. &#8220;A Steel Academy \u00e9 a nossa academia focada na forma\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra especializada. Filho de pedreiro quer ser Uber, hoje em dia. Estamos formando menos engenheiros tamb\u00e9m, \u00e9 um mercado antigo. Sai de cena o pedreiro e entra o montador. Tamb\u00e9m faremos curso para arquiteto, pedreiro, projetistas e t\u00e9cnico de engenharia&#8221;.<\/p>\n\n\n\n<p>Outro fator que pode ajudar a atrair os jovens para a constru\u00e7\u00e3o industrializada \u00e9 o uso&nbsp; intensivo do BIM (Modelagem da Informa\u00e7\u00e3o da Constru\u00e7\u00e3o, na sigla em ingl\u00eas), t\u00e9cnica que cria uma constru\u00e7\u00e3o virtual equivalente \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o real, permitindo simular a edifica\u00e7\u00e3o e entender seu comportamento antes de a constru\u00e7\u00e3o real ter sido iniciada, com visualiza\u00e7\u00e3o tridimensional que auxilia nas decis\u00f5es de projeto.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Tributos descompensados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Por sua vez, Andr\u00e9 Rebelo, diretor executivo de Gest\u00e3o, Infraestrutura e Constru\u00e7\u00e3o Civil da Fiesp (Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo), ao tratar do tema \u201cTributa\u00e7\u00e3o e Constru\u00e7\u00e3o Industrializada\u201d, disse que a reforma tribut\u00e1ria poder\u00e1 acabar com a atual assimetria tribut\u00e1ria entre a constru\u00e7\u00e3o tradicional e a industrializada (ou off site), que favorece a primeira. Isso tornar\u00e1 ainda mais atraente a constru\u00e7\u00e3o industrializada, uma vez que a produtividade deste segmento \u00e9 mais alta.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Rodrigo Navarro, isso \u00e9 um fator fundamental para que a constru\u00e7\u00e3o industrializada seja adotada amplamente. \u201cQualquer mudan\u00e7a de paradigma s\u00f3 passa a ser adotada se houver l\u00f3gica econ\u00f4mica. Se o empreendedor n\u00e3o v\u00ea sentido econ\u00f4mico em seguir determinado caminho, ele n\u00e3o segue, mesmo que ele seja mais bonito ou mais sustent\u00e1vel\u201d, complementa Navarro.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Agilidade n\u00e3o pode matar financiamento<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Outro desafio importante para o ramo da constru\u00e7\u00e3o \u00e9 a quest\u00e3o do financiamento. Hoje, o setor de incorpora\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria joga com o longo ciclo do setor para facilitar o pagamento, sobretudo pelas dificuldades financeiras de boa parte da popula\u00e7\u00e3o. De 20 a 30% do valor do im\u00f3vel s\u00e3o pagos como sinal \u00e0 incorporadora, entre o lan\u00e7amento e a entrega das chaves. Os restantes 70 a 80% s\u00e3o pagos depois, por meio de financiamento banc\u00e1rio, no maior n\u00famero poss\u00edvel de parcelas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>Mas a constru\u00e7\u00e3o industrializada reduz muito esses prazos, o que pode diminuir o tempo de pagamento e dificultar a vida do comprador. \u201cO menor prazo da constru\u00e7\u00e3o industrializada n\u00e3o pode impedir o financiamento. E h\u00e1 solu\u00e7\u00f5es para isso\u201d, afirma Hamilton Leite Jr., head da S\u00e3o Paulo da Brain Intelig\u00eancia Estrat\u00e9gica. Segundo ele, est\u00e3o sendo estudadas propostas como financiamento de 100% do projeto, tanto para a incorporadora, como para o comprador. Ou o envolvimento de fundos privados, que aceitam mais riscos do que os bancos.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>ABCIC promove dois pain\u00e9is<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Ainda no segundo dia do Modern Construction Show, a ABCIC promoveu dois pain\u00e9is de extrema import\u00e2ncia. Segundo \u00cdria Doniak, presidente-executiva da ABCIC, o primeiro teve a participa\u00e7\u00e3o de construtores que adotam sistemas pr\u00e9-fabricados de concreto, que debateram com o p\u00fablico a sua experi\u00eancia. O segundo tratou da aplica\u00e7\u00e3o das pe\u00e7as pr\u00e9-fabricadas de concreto nas obras de infraestrutura, e teve a participa\u00e7\u00e3o do secret\u00e1rio de Obras do Estado de S\u00e3o Paulo, professor Fernando Stuck, com grande experi\u00eancia na \u00e1rea de infraestrutura, obras de metr\u00f4, grandes pontes, viadutos e t\u00faneis.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA import\u00e2ncia desses dois pain\u00e9is foi demonstrar que a industrializa\u00e7\u00e3o \u00e9 aplic\u00e1vel tanto em obras relativas a edif\u00edcios residenciais e comerciais quanto na mobilidade urbana e na infraestrutura vi\u00e1ria, que s\u00e3o complementares. \u201cAt\u00e9 porque, para o desenvolvimento das cidades, precisamos da industrializa\u00e7\u00e3o de hospitais, creches etc.\u201d, conclui \u00cdria Doniak.<br><\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[15],"tags":[],"class_list":["post-6228","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-press-releases"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6228","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6228"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6228\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6229,"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6228\/revisions\/6229"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6228"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6228"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/webcadaris.com.br\/modern2024\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6228"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}